Mais um ano chega ao fim e, como boa amante da esperança, sigo torcendo por recomeços. Gosto da sensação de energia renovada, da ideia de que cada novo ciclo traz também a possibilidade de nos reinventarmos, mesmo que de forma sutil.

Desta vez, porém, me peguei um pouco confusa comigo mesma. 2025 foi um ano calmo, sem grandes sobressaltos, mas marcado por algo que nem sempre valorizamos o suficiente: constância. Consegui sustentar uma rotina que me fez muito bem em vários aspectos da minha vida.
Mantive a academia com treinos de força e cardio entre quatro e cinco vezes por semana. Tive uma alimentação equilibrada e, pela primeira vez em muito tempo, passei o ano inteiro sem idas ao pronto-socorro por dores abdominais. Organizei melhor minhas finanças, não criei novas dívidas e segui pagando as antigas em dia. Encontrei um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, aproveitando as facilidades de morar em downtown Toronto, sem deixar de me destacar no trabalho e me sentir satisfeita com minha produtividade.

É ótimo, não é? Eu diria que é incrível. Ainda assim, quando penso em 2026, percebo que não tenho grandes novidades para listar como objetivos. Nada grandioso, transformador ou cheio de promessas. Meu principal plano para o novo ano é, simplesmente, continuar tudo o que deu certo em 2025.
Claro que existem pequenas vontades. Começar alguma luta, quem sabe boxe. Fazer um curso de design de joias. Diminuir o consumismo. Mas, no fundo, minha maior meta é seguir cuidando do que já construí, sem a pressão constante de precisar mudar tudo o tempo todo.
E talvez isso também seja uma forma madura de recomeçar. Aceitar que nem todo ano precisa ser revolucionário. Que constância, equilíbrio e bem-estar também são conquistas. E que está tudo bem em desejar apenas continuar.
