Queens Harbour

Em dezembro, escolhemos o Queens Harbour para a comemoração de fim de ano do meu time no trabalho. A expectativa já era alta, mas a experiência conseguiu superar tudo o que imaginávamos.

Queens Harbour Exterior Rendering (CNW Group/Queens Harbour)

O restaurante impressiona logo na chegada. O espaço é grandioso, com uma decoração que beira o cinematográfico, sem perder a elegância. Assim que atravessamos a porta, a sensação é de estar entrando em um lugar especial, daqueles que fogem completamente do óbvio.

Queens Harbour (CNW Group/Queens Harbour)

Ficamos acomodados no White Garden, que estava decorado para o Natal com extremo bom gosto. Nada de exageros ou referências óbvias. Aqui, a decoração natalina aparece em tons metálicos e neutros, criando um ambiente acolhedor, sofisticado e muito bem pensado. As peles, texturas e nuances de materiais elevam ainda mais a experiência e fazem com que o espaço seja bonito sem esforço.

Para começar, pedimos uma seleção variada de entradas, praticamente um passeio pelo cardápio. Os Wagyu Sliders chegaram macios, saborosos e perfeitamente equilibrados. O brioche leve, a carne suculenta e o toque cítrico do aioli de tequila com limão criavam uma combinação envolvente, daquelas que agradam logo na primeira mordida.

O Wagyu Beef Gyoza foi outro destaque. Delicado, bem selado e com um recheio extremamente saboroso, ganhou profundidade com o gochujang aioli e frescor com o yuzu ponzu. Um prato pequeno, mas cheio de personalidade.

O Beef Carpaccio veio elegante e muito bem executado. Carne fresca, cortada na medida certa, acompanhada por ingredientes que se complementavam sem competir entre si. O equilíbrio entre o parmesão, os cogumelos em conserva, o blue cheese cremoso e o toque ácido das alcaparras fez desse prato um dos mais interessantes da noite.

Já o Kalamari surpreendeu pela leveza. Empanado no ponto certo, nada oleoso, com uma textura delicada por dentro. Os acompanhamentos, como o limão levemente queimado e o yuzu tartar, trouxeram frescor e acidez, deixando o prato ainda mais agradável.

Para o prato principal, optei pela cozinha japonesa. Escolhi dois rolls para compartilhar e experimentar com calma. O The Miami combina salmão, atum, caranguejo e manga de forma muito equilibrada. O peixe estava claramente fresco, os cortes bem feitos e o yuzu aioli adicionava cremosidade sem pesar. O bubu arare trazia crocância na medida certa.

O Queens Crispy Sushi foi outro acerto. O arroz dourado e crocante servia como base perfeita para o tartar de atum, que estava impecável. O jalapeño e o soy glaze acrescentavam intensidade e um leve toque picante, sem mascarar a qualidade dos ingredientes.

Parte da mesa escolheu o Steak Frites, feito com picanha sirloin. Preciso confessar que, apenas de olhar para os pratos, já era possível imaginar o quão suculenta estava a carne. E não foi só impressão. Todos que pediram elogiaram muito o ponto, o sabor e o acompanhamento simples, mas extremamente bem executado, com destaque para a manteiga de alho negro.

Para finalizar, pedi a sobremesa Whisky Toffee Pudding. A combinação de caramelo com whisky japonês, tâmaras e gelato de baunilha é interessante e bem feita, mas, para o meu gosto pessoal, ficou um pouco mais doce do que eu gostaria. Ainda assim, vale a observação de que não sou a melhor referência quando o assunto é sobremesa, já que costumo achar quase tudo doce demais.

Poucas fotos e as que tirei estão com uma qualidade questionável. Sintoma de situações onde estamos nos divertindo de mais para lembrar de tirar boas fotos.

No geral, o Queens Harbour é uma escolha maravilhosa. À beira do lago, com estacionamento, um ambiente diferenciado, atendimento impecável e um cardápio que atende a diferentes gostos e ocasiões. É o tipo de restaurante que funciona tanto para celebrações especiais quanto para uma noite em que você simplesmente quer sair do comum e viver uma experiência completa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *